Quando você precisa daquele abraço, não é qualquer abraço que serve.
Só aquele beijo supre a saudade. Só aquele cheiro te faz suspirar.
Só aquela voz te desliga da realidade.
Qualquer tentativa de substituir só causa mais tristeza e saudade.
Só aquela companhia aplaca a solidão.
Quando você ouve aquela música, só aquele rosto te vem à mente.
Quando você passa por aquela rua, que testemunhou toda a história, as memórias fervilham e sacodem o coração.
Há paisagens, aromas e sabores que sempre permanecerão atrelados àquele alguém. E este laço é inquebrável.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Fora de controle
Como reprimir as palavras que querem, a todo custo, ser ditas?
Como driblar as letras que criam vida própria e se unem para comunicar o que eu tento, o tempo todo, suprimir?
Como continuar usando eufemismos se eles já se tornaram ineficazes?
Como censurar essa vontade, se já não estou mais no comando de meus próprios pensamentos?
Como ser retórica, se quero mesmo ser literal e direta?
Como prosseguir nas entrelinhas, se eu quero ir para os outdoors?
Como disfarçar o inegável? Como maquiar o óbvio?
Como controlar o que já se apossou de mim há tempos?
Como adestrar estas ideias para que não se percam em sua própria autossuficiência?
Como driblar as letras que criam vida própria e se unem para comunicar o que eu tento, o tempo todo, suprimir?
Como continuar usando eufemismos se eles já se tornaram ineficazes?
Como censurar essa vontade, se já não estou mais no comando de meus próprios pensamentos?
Como ser retórica, se quero mesmo ser literal e direta?
Como prosseguir nas entrelinhas, se eu quero ir para os outdoors?
Como disfarçar o inegável? Como maquiar o óbvio?
Como controlar o que já se apossou de mim há tempos?
Como adestrar estas ideias para que não se percam em sua própria autossuficiência?
Assuntos:
aleatoriedades,
palavras
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Coragem
Algum dia, li em algum lugar uma frase que dizia que "coragem não é a ausência do medo, mas a decisão de que algo é mais importante que o medo". A falta dos créditos à parte (se alguém souber de quem é, por favor, me avise!), essa citação me marcou muito e me levou a refletir sobre o que é ter coragem.
No dia a dia, somos expostos a situações aterrorizantes o tempo todo. A diferença no resultado reside apenas em termos ou não coragem de enfrentá-las.
E não se trata apenas de fazer a coisa certa. E que não se confunda coragem com inconsequência. Coragem mesmo é tomar uma decisão sabendo das consequências.
Eu já fui muito covarde. E ainda sou, em alguma escala. Mas, aprendi que coragem não se resume apenas a ter ou não ter. Coragem requer prática. Conforme somos testados e superamos nossos próprios medos, a confiança vai aumentando - e, consequentemente, nos tornamos mais corajosos.
Não somos corajosos por nascença - pode ser que uns sejam mais ousados que outros -, mas a coragem mesmo depende de uma série de fatores. Entre eles, a experiência de vida, a sabedoria, a decisão de "dessa vez, fazer diferente".
Coragem requer um pouco de inconformismo, também. É antítese do comodismo. Pessoas corajosas correm mais riscos, evidentemente. Mas, frequentemente, obtêm experiências inigualáveis. E até mesmo resultados melhores que o esperado.
Coragem é, em suma, ser e fazer o que se quer verdadeiramente. É ter consciência do medo e passar por cima dele. É estar preparado para ser incompreendido, julgado, criticado. Mas, ter convicção e ir até o fim.
No dia a dia, somos expostos a situações aterrorizantes o tempo todo. A diferença no resultado reside apenas em termos ou não coragem de enfrentá-las.
E não se trata apenas de fazer a coisa certa. E que não se confunda coragem com inconsequência. Coragem mesmo é tomar uma decisão sabendo das consequências.
Não somos corajosos por nascença - pode ser que uns sejam mais ousados que outros -, mas a coragem mesmo depende de uma série de fatores. Entre eles, a experiência de vida, a sabedoria, a decisão de "dessa vez, fazer diferente".
Coragem requer um pouco de inconformismo, também. É antítese do comodismo. Pessoas corajosas correm mais riscos, evidentemente. Mas, frequentemente, obtêm experiências inigualáveis. E até mesmo resultados melhores que o esperado.
Coragem é, em suma, ser e fazer o que se quer verdadeiramente. É ter consciência do medo e passar por cima dele. É estar preparado para ser incompreendido, julgado, criticado. Mas, ter convicção e ir até o fim.
Assuntos:
aleatoriedades,
coragem,
reflexões
terça-feira, 7 de maio de 2013
Dexter: a mão esquerda de Deus (Darkly Dreaming Dexter)
Desde que comecei a assistir Dexter, tinha curiosidade de ler os livros que originaram a série. Falta de tempo e um monte de desculpas à parte, agora finalmente criei vergonha na cara e comecei.
O primeiro livro, Dexter: a mão esquerda de Deus (Darkly Dreaming Dexter), de Jeff Lindsay, me ganhou logo de cara.
A melhor parte de ler o livro é que, mesmo tendo visto o seriado, você consegue se surpreender, por vários motivos. A adaptação é muito bem feita, mas, méritos (e aplausos) a James Manos Jr. pela criatividade, pois a série é muito rica e contém, inclusive, detalhes que não ficam tão bem descritos no livro (pudera! Haja conteúdo para 12 episódios!).
O enredo em si tem algumas diferenças, comparando-se o primeiro livro à primeira temporada, por exemplo. Aliás, o final do livro é inacreditável (sem spoilers, juro!). E alguns personagens têm pouco destaque ou nem aparecem.
Por exemplo: Rita é bem pouco citada no primeiro livro, enquanto no seriado ela tem um papel um pouco mais significativo. A Deb (que na tevê é Debra, mas no livro traduzido para o português é Deborah) é muito diferente. Ao meu ver, no livro ela parece muito mais "frágil" que a personagem interpretada por Jennifer Carpenter.
Neste sentido, também notei algumas diferenças em termos de caracterização. Ainda em relação à Deb: no livro, ela é "gostosona" e tem olhos azuis. Como sabemos, a Carpenter é mais o tipo magrela e tem olhos castanhos. Se eu apenas lesse o livro, sem nunca ter assistido à série, imaginaria a Deb totalmente diferente. Mas, nada que prejudique. Eu amo a Deb da tevê.
A LaGuerta também é descrita de uma maneira muito mais "elegante" - convenhamos, no seriado ela se veste muito mal. E a relação dela com Dexter, no início, é bem diferente do retratado na tevê. No livro, ele é bem mais galanteador, por assim dizer, o que justifica um pouco aquela paixonite da tenente por ele.
Masuka (no livro, Masuoka) e Batista têm papéis bem secundários no livro - já na série eles são mais valorizados e são sensacionais! Harry aparece de uma maneira ainda sutil, mais nas memórias de Dexter - sua relação fantasmagórica com nosso querido serial killer também não fica tão exposta.
Os métodos utilizados por Dexter para matar também não são tão explícitos no livro - mais um ponto para a adaptação! A impressão que eu tenho (mas estou ainda no início do segundo livro, posso estar enganada...) é que ele ainda está desenvolvendo toda a sua sistemática, embora o fato de ele ser extremamente metódico já fique bem evidente, assim como sua mania de colecionar as lâminas. Porém, uma de suas características mais marcantes, o sarcasmo, é ponto forte de toda a narrativa. Sempre me pego rindo alto quando leio.
Uma das coisas de que gostei muito no livro é a sua fácil leitura. A linguagem é simples e flui bem. Acho que em umas duas ou três "sentadas", terminei de ler.
Para resumir, indico a todos os "Dexteraholics" como eu que leiam os livros, se tiverem oportunidade. Não é um "mais do mesmo" em relação ao seriado e rende umas boas informações complementares - além de dar uma amenizada na abstinência nesse interregno entre uma temporada e outra do seriado.
Como só li o primeiro livro, pode ser que minha análise ainda esteja bem rasa, mas espero poder melhorá-la conforme for "devorando" os demais.
E, para quem está ansioso pela oitava (e última) temporada, se liguem: estreia dia 30 de junho. Contagem regressiva!
O primeiro livro, Dexter: a mão esquerda de Deus (Darkly Dreaming Dexter), de Jeff Lindsay, me ganhou logo de cara.
A melhor parte de ler o livro é que, mesmo tendo visto o seriado, você consegue se surpreender, por vários motivos. A adaptação é muito bem feita, mas, méritos (e aplausos) a James Manos Jr. pela criatividade, pois a série é muito rica e contém, inclusive, detalhes que não ficam tão bem descritos no livro (pudera! Haja conteúdo para 12 episódios!).
O enredo em si tem algumas diferenças, comparando-se o primeiro livro à primeira temporada, por exemplo. Aliás, o final do livro é inacreditável (sem spoilers, juro!). E alguns personagens têm pouco destaque ou nem aparecem.
Por exemplo: Rita é bem pouco citada no primeiro livro, enquanto no seriado ela tem um papel um pouco mais significativo. A Deb (que na tevê é Debra, mas no livro traduzido para o português é Deborah) é muito diferente. Ao meu ver, no livro ela parece muito mais "frágil" que a personagem interpretada por Jennifer Carpenter.
Neste sentido, também notei algumas diferenças em termos de caracterização. Ainda em relação à Deb: no livro, ela é "gostosona" e tem olhos azuis. Como sabemos, a Carpenter é mais o tipo magrela e tem olhos castanhos. Se eu apenas lesse o livro, sem nunca ter assistido à série, imaginaria a Deb totalmente diferente. Mas, nada que prejudique. Eu amo a Deb da tevê.
A LaGuerta também é descrita de uma maneira muito mais "elegante" - convenhamos, no seriado ela se veste muito mal. E a relação dela com Dexter, no início, é bem diferente do retratado na tevê. No livro, ele é bem mais galanteador, por assim dizer, o que justifica um pouco aquela paixonite da tenente por ele.
Masuka (no livro, Masuoka) e Batista têm papéis bem secundários no livro - já na série eles são mais valorizados e são sensacionais! Harry aparece de uma maneira ainda sutil, mais nas memórias de Dexter - sua relação fantasmagórica com nosso querido serial killer também não fica tão exposta.
Os métodos utilizados por Dexter para matar também não são tão explícitos no livro - mais um ponto para a adaptação! A impressão que eu tenho (mas estou ainda no início do segundo livro, posso estar enganada...) é que ele ainda está desenvolvendo toda a sua sistemática, embora o fato de ele ser extremamente metódico já fique bem evidente, assim como sua mania de colecionar as lâminas. Porém, uma de suas características mais marcantes, o sarcasmo, é ponto forte de toda a narrativa. Sempre me pego rindo alto quando leio.Uma das coisas de que gostei muito no livro é a sua fácil leitura. A linguagem é simples e flui bem. Acho que em umas duas ou três "sentadas", terminei de ler.
Para resumir, indico a todos os "Dexteraholics" como eu que leiam os livros, se tiverem oportunidade. Não é um "mais do mesmo" em relação ao seriado e rende umas boas informações complementares - além de dar uma amenizada na abstinência nesse interregno entre uma temporada e outra do seriado.
Como só li o primeiro livro, pode ser que minha análise ainda esteja bem rasa, mas espero poder melhorá-la conforme for "devorando" os demais.
E, para quem está ansioso pela oitava (e última) temporada, se liguem: estreia dia 30 de junho. Contagem regressiva!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Você já foi melhor.
O seu sorriso era mais bonito antigamente. E você se vestia melhor. Até mesmo essa sua arrogância lhe caía bem. Era um charme.
Eu achava graça nas suas piadas depreciativas e nos seus jargões cuidadosamente ensaiados.
Você tinha traquejo. Nunca perdia o rebolado. Isso me interessava.
Agora, você é só mais um na multidão. Quase um desconhecido.
Tudo o que parecia tão encantador hoje soa mais como um cliché.
Não sei se você mudou, ou se fui eu. Provavelmente, as duas coisas.
Mas o fato é que a minha percepção ficou mais apurada. E, de longe, percebo muito melhor detalhes que, de perto, ficavam embaçados.
Hoje, você não é mais aquele você. Você é só mais um alguém.
Eu achava graça nas suas piadas depreciativas e nos seus jargões cuidadosamente ensaiados.
Você tinha traquejo. Nunca perdia o rebolado. Isso me interessava.
Agora, você é só mais um na multidão. Quase um desconhecido.
Tudo o que parecia tão encantador hoje soa mais como um cliché.
Não sei se você mudou, ou se fui eu. Provavelmente, as duas coisas.
Mas o fato é que a minha percepção ficou mais apurada. E, de longe, percebo muito melhor detalhes que, de perto, ficavam embaçados.
Hoje, você não é mais aquele você. Você é só mais um alguém.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
O ciclo infinito.
Eu já perdi o controle. Fui ao fundo do poço. E voltei.
Cometi erros imperdoáveis. E superei.
Achei que nada mais fazia sentido. E o reencontrei em coisas que jamais imaginara.
Perdi pessoas importantes — e ganhei muitas outras, tão incríveis quanto.
Enlouqueci. Voltei à razão plena. E depois encontrei o meio-termo saudável.
Tornei-me cética. E recuperei a fé na vida.
Descobri novas paixões. E me desiludi de novo. Repetidamente.
Aprendi a sorrir mesmo com vontade de chorar.
Passei a dar valor à solidão. E mais ainda às boas companhias.
Descobri uma força interior nunca antes imaginada. E aprendi a fazer bom uso dela.
Entendi que a paz pode estar em qualquer lugar, desde que esteja conosco.
Encontrei-me em situações impossíveis e usei a criatividade.
Me perdi. E me reinventei.
E concluí que só cabe a mim fazer com que mesmo as dores valham a pena.
Cometi erros imperdoáveis. E superei.
Achei que nada mais fazia sentido. E o reencontrei em coisas que jamais imaginara.
Perdi pessoas importantes — e ganhei muitas outras, tão incríveis quanto.
Enlouqueci. Voltei à razão plena. E depois encontrei o meio-termo saudável.
Tornei-me cética. E recuperei a fé na vida.
Descobri novas paixões. E me desiludi de novo. Repetidamente.
Aprendi a sorrir mesmo com vontade de chorar.
Passei a dar valor à solidão. E mais ainda às boas companhias.
Descobri uma força interior nunca antes imaginada. E aprendi a fazer bom uso dela.
Entendi que a paz pode estar em qualquer lugar, desde que esteja conosco.
Encontrei-me em situações impossíveis e usei a criatividade.
Me perdi. E me reinventei.
E concluí que só cabe a mim fazer com que mesmo as dores valham a pena.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Um super-herói na vida real.
| Feliz da vida! :-) |
Esqueçam os ídolos do rock 'n roll, os galãs hollywoodianos e os grandes craques do futebol.
Meu verdadeiro herói é um sujeito simples e anônimo da grande audiência.
Atende pelo sobrenome na maioria das vezes, mas eu tenho o privilégio de chamá-lo por uma palavrinha muito mais curta — mas gigante em significado: pai.
Hoje é o dia dele. Não, não é seu aniversário. Cumpleaños, Dia dos Pais, Natal tem todo ano. Hoje é diferente.
É uma data ainda mais significativa: o dia de sua aposentadoria.
De agora em diante, ele vai desfrutar de toda a “vida boa” que merece. O sossego ao qual fez jus, após décadas de trabalho.
E que dia mais oportuno para homenageá-lo e dizer o quanto ele representa para mim?
Até parece redundante dizer que eu o amo com todas as minhas forças. E pode até soar piegas afirmar que ele é meu maior orgulho, meu exemplo de ser humano, meu porto seguro.
Então, por que não mencionar que em todas as minhas melhores memórias é ele que está presente? E por que não acrescentar que, em todos os momentos difíceis por que passei, ele foi a primeira pessoa em quem pensei? E foi o primeiro a me dar a mão todas as vezes em que caí — literalmente e metaforicamente falando.
Ele tem toda essa cara de bravo e se faz de durão, mas é dono do maior coração que já conheci. Nunca vai me poupar de uma bronca, mas também nunca vai deixar de me ajudar a curar as feridas da vida.
Não é nenhum PhD, mas impressiona com sua sabedoria. Me ensinou as melhores lições de vida que eu poderia querer. E algumas deixou que eu aprendesse por conta (agradeço por isso!).
E sei que sou suspeita para falar, mas tenho certeza de que ele deixou marcas na vida de muito mais gente por aí. Porque ele é assim. É divertido quando tem que ser. Fala sério quando tem que falar (e muito sério, por sinal). Tem um caráter invejável e é de uma sinceridade sem igual. Além da sua simplicidade nua e crua.
Obviamente, eu poderia passar horas escrevendo e até cansar quem se atrevesse a ler, mas não há no mundo palavras capazes de prestar uma homenagem justa o suficiente a este que é, simplesmente, meu herói.
Pai, desejo toda a felicidade do mundo para você nesta nova fase. Parabéns e, por favor, não vire um velho ranzinza. Hahahahahaha.
Beijos, te amo!
| Agora vocês dois, hein?! Só sossego!! :-D |
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